Precisamos falar dos funcionários terceirizados

É comum, depois dos anos FHC, que serviços sejam terceirizados.

Nas escolas públicas de São Paulo, o serviço de limpeza e de boa parte das cozinhas é terceirizado. Por incrível que pareça, não há economia nessa prática. Se trata antes de precarizarição: fragilidade quanto ao vínculo de trabalho, pressão para que estes trabalhadores não se organizem em sindicatos e baixos salários. Aliás, há alguns anos vemos a prática de empresas contratadas atrasarem salários, mesmo após a Prefeitura efetuar o pagamento a elas.

Eu mesma, muito tempo atrás, trabalhei como terceirizada e sei bem como esse tipo de contrato faz com que o trabalhador seja encarado como uma subcategoria de gente.

Assim, terceirização torna-se sinônimo também de invisibilidade e na escola isso é especialmente problemático. A meu ver, os funcionários da limpeza, as merendeiras e os vigias fazem parte do que chamados de comunidade escolar. Eles também são educadores, ora. Porque educação não é ensinar a calcular bhaskara. Educação passa pelo olhar, pelo conviver, pelo conhecer e isso é muito além do que aplicativos ou a lousa podem alcançar. Educação é construído pelas pessoas que envolvem a escola, dos funcionários da padaria da esquina à velhinha vizinha da escola, dos funcionários da secretaria da escola à equipe de limpeza.

Mas, não. A escola reproduz a sociedade e tem uma coisa que ela reproduz bem demais: a exclusão. A equipe de limpeza é cobrada por seu trabalho, mas nunca convidada a apresentar o seu trabalho aos alunos e comunidade. Os alunos não conhecem bem quem prepara e serve a sua merenda. O segurança é uma estátua que fica a noite protegendo patrimônio, é praticamente uma não-pessoa.

Essas equipes são trocadas muitas vezes por decisão da direção sem consulta ao conselho, são apenas empregados. Não são, ao menos, convidados a participar do conselho. É a alienação do trabalho explícita no cotidiano escolar.

Vou dar um exemplo prático do que essa alienação na escola significa:

Quando me deparo com a sala horrorosamente suja e peço aos alunos que a mantenham em ordem. SEMPRE SEMPRE SEMPRE tem um que diz algo como “tem gente para limpar, não sou empregada, não sou lixeiro”. Como o trabalho é alienado e os invisíveis não têm nome ou relação com as pessoas visíveis na escola, os alunos não se vêem obrigados a respeitar o seu trabalho ou mesmo respeitar esses trabalhadores. A sujeira é só consequência; essas frases mal criadas são consequências de um processo maior de desagregação que a escola reproduz.

Enfim, alguém enfrenta algo parecido?

Bora nessa roda de conversa 🙂

Beijos

Professora Invertida

Escola privada, qualidade?

Recentemente tomei um pequeno susto. Não tinha ideia do quanto as escolas privadas pagam mal os profissionais de educação. A maior parte dos anúncios de vagas são de salários até R$ 2.500,00. Apenas a título de comparação, a Lei do Piso Salarial dos Professores indica que as redes públicas precisam pagar a partir de R$ 2.135,64.

Esse baixo salário reflete a obviedade da iniciativa privada: é preciso gerar lucro.

Muitas das escolas privadas em São Paulo vendem, na verdade, espaço e convivência com alunos economicamente selecionados. É a cara da escola pública do passado, quando educação não era direito de todos.

A escola privada em São Paulo, e creio que no Brasil todo aconteça o mesmo,  oferece a experiência de não estar na escola pública. Não conviver com quem financeiramente não pode pagar uma escola privada e estar num prédio de novela.

Há um duplo movimento nisso: a desculpa para não lutar pela educação pública pois, para parte da classe média, a iniciativa privada é simbolo também de melhor qualidade (em qualquer serviço) e a vontade de que seus filhos não convivam com pessoas de baixa renda.

As duas são reflexos ideológicos do neoliberalismo. Eu posso pagar, portanto terei o melhor. Eu posso pagar, portanto não vou conviver com quem não é melhor do que eu. As duas são falácias.

Em primeiro lugar, o salário dos professores em rede privada não atrai melhores profissionais. A escola pode ter um prédio lindo, ter piscina, ter um foguete que vai para a lua, mas muitas delas oferecem baixos salários o que leva a não ter recursos humanos ou equipe preparada para lidar com essa infraestrutura. A solução encontrada por essas empresas-escolas é aderir à métodos apostilados de redes que vendem aprovação em vestibulares. O professor, desta forma, é retirado da função de mediador da educação do aluno e passa a ser o que a empresa, a imprensa e os vestibulares pensam que é o professor: um reprodutor de conteúdos. Claro, professores assim são facilmente substituídos por aulas virtuais e tenho certeza que esse será o modelo chave da educação fundamental e de nível médio para os próximos anos. Um artigo bacana que reflete sobre o modelo de ‘qualidade’ das escolas privadas é este aqui, recomendo a leitura.

Em segundo lugar, a escola privada é o lugar que dialoga com shopping centers e condomínios fechados. Um não-lugar. Repele a convivência entre diferentes camadas sociais e constrói o muro de medo que marca nossa cidade.

Estar na escola pública é estar exposto às pessoas que aparecem nos programas policiais – e todo o racismo e preconceito que isto reflete. A escola pública é o lugar do rolezinho, do funk, do preto e do pobre, e a família tradicional brasileira não quer que seus filhos vejam o que ela não quer que exista.

Professora Invertida

Escravidão e o apagamento das origens

Peças publicitárias podem ser utilizadas em sala de aula. Na verdade, devem. Acredito que isso deveria ser feito desde cedo, já que os signos da publicidade inundam nossa vida desde o momento que passamos a entender o mundo.

Neste post vou discutir uma peça que ano passado causou o que a imprensa chama de polêmica mas eu chamo de debate.

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Para quem não acompanhou, segue o link da reportagem da Revista Exame sobre o tema.

Campanha da Justiça sobre xenofobia causa revolta nas redes

A questão fundamental desta peça da campanha seria a confusão entre o processo de imigração e o tráfico negreiro. Ora, não precisa ser um profundo conhecedor da história do Brasil para saber que a escravidão por aqui é fundamentada no sequestro de pessoas da África. Não é imigração. A imigração pressupõe a vontade, liberdade de escolha.

Para além disso, existe outra questão muito sensível que a campanha fez questão de embaralhar: o apagamento das origens daqueles que foram escravizados. 

Veja bem, eu sou uma mulher branca, moradora de São Paulo. Descendo de portugueses, italianos e espanhóis. Todos vieram na onda da imigração que ocorreu no Brasil entre os anos de 1870 e 1930, e que marcou a substituição da mão de obra negra pela mão de obra branca. Pessoas em busca de oportunidades pegaram suas coisas, entraram num navio e vieram. Se eu quisesse saber a data da sua chegada, com quem vieram e mesmo o nome do navio que os transportou, bastaria eu ir até o Museu da Imigração e solicitar uma certidão. Meus avós e bisavós vieram com seus nomes, documentos e história. Puderam conviver com sua família, filhos, primos e comunidade. Puderam reproduzir sua cultura mesmo estando longe do país de origem. Tiveram seus ritos religiosos respeitados. Foram trabalhadores rurais e depois urbanos mal pagos e explorados, mas a memória de suas origens nunca foi uma questão.

Este relato da minha origem quase nenhum descendente dos seres humanos que foram escravizados no Brasil pode estabelecer. Não faz sentido a campanha do Ministério da Justiça devido a isso.

Sabe, não foi algo que aprendi através da pseudo-polêmica da campanha, foi algo que me dei conta ao conversar com uma colega de trabalho e também amiga, a Professora Janaina Monteiro. Num papo informal acabei falando algo sobre como é fácil tirar essas certidões que podemos tirar no Museu da Imigração e ela simplesmente (e ironicamente) riu. Esse riso dela me fez  perceber o quão pode ser difícil para descendentes de negros escravizados conhecer suas origens ou se sentir representado nessa construção do imaginário da imigração no Brasil. Por isso, cada vez que trato do tema em minhas aulas, essa reflexão entra obrigatoriamente na discussão com os alunos.

Publicitários não são historiadores. Mas abordar o tema das origens étnicas dos escravos brasileiros deveria ter sido alvo de pesquisa e reflexão antes de se aprovar qualquer coisa.

 

Professora Invertida

 

Ah, o castigo…

Indisciplina é algo com o que professores convivem. Eu nem gosto muito da palavra indisciplina, afinal, no modelo atual nós enfileiramos milhares de crianças e adolescentes repletos de energia e criatividade. É claro que vai dar merda. Aliás, pensa no momento em que nós professores precisamos ocupar o lugar de alunos em algum curso, seminário ou mesmo conselho de classe: papo, celular, saídas frequentes para ir ao banheiro ou fumar… Tudo para nos mover e sair do desconforto físico que a sala de aula tradicional provoca.

Eu costumo diferenciar as coisas: uma coisa é bagunça que traduz energia, amizade, brincadeiras e que são próprias do período que nossos alunos vivem na vida. Outra, bem diferente, é violência.

Já vivenciei casos graves de violência escolar em que alunos se agrediam ou que alunos agrediram professores. Irei abordar em outra oportunidade isso, que é assunto corrente na sociedade, mas hoje não. Hoje vou falar o quanto um professor pode se sair ridículo na punição a um aluno que aprontou.

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Eu irei fazer melhores escolhas. Eu irei fazer melhores escolhas. Eu irei fazer melhorzzzzzzzzzzzzzz…..

Saiu na versão digital do jornal inglês Independent a seguinte reportagem:

Super-efficient six-year-old girl finds ingenious way to outsmart punishment

Menina super-eficiente de seis anos de idade encontra forma engenhosa para ser mais esperta do que a punição

Isso é tão genial que nem sei por onde começo. Isabella aprontou em sala de aula, Isabella tem 6 anos. Ela provavelmente não ameaçou ninguém de morte ou botou fogo na cortina. Ela deve ter desenhado na mesa, dado uma rasteira num colega, xingando a professora de boba.

Gente, sério, toda a vez que discuto com meus colegas de trabalho o teor das punições que a escola costuma dar aos alunos eu sempre levo um você passa a mão na cabeça do aluno. Olha, fico brava… Porque a dinâmica de sala de aula é uma bomba relógio, uma hora aquele tanto de energia concentrada explode. E eu sou uma professora adulta com 1/3 da energia daquela pirralhada toda. Pois bem, eventualmente eu tiro sim aluno de sala de aula para tentar apagar o incêndio que um aluno com liderança, inteligência e confinado num ambiente maçante pode gerar. Também mudo de lugar o pequeno ser. Também dou bronca e surto eventualmente.

Só que olha o que a professora da pobre da Isabella fez, meu deuzo…

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Não, de boa, alguém acha que aluno que é submetido a isso não vai tirar onda? Mas, jura?!

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Eu não sou professora de educação infantil, ainda estudo bastante coisa sobre Pedagogia. Mas tenho uma estratégia com alunos do Fundamental II: CONVERSA.

Não é uma vez, não são duas. É todo o dia.

AAAAAHHHHH, mas o aluno tem que ser punido…

Eu acho que quem fala isso assiste muito Datena e não sabe muita coisa sobre educação, viu?

Não é de um dia para o outro que a educação acontece. E conversar sobre atitudes erradas dos alunos serve para levá-los a refletir sobre as mesmas. E reflexão não é pilula ou interruptor. Somos humanos, orgânicos… precisamos de tempo.

Sei bem que isto que estou dizendo não é suficiente. Em salas de aula lotadas, tendo por ferramentas giz e lousa, com alunos desinteressados e numa carreira desvalorizada é complicado tomar ar e lidar com conflitos vindos de alunos. Mas não devemos agir como carcereiros ou domadores de leões, é com gente portadora de direitos e deveres que lidamos como professores e essa é a premissa fundamental de qualquer ação.

 

Professora Invertida

Festa Junina, reflexões sobre as tradições paulistas

Prometi uma segunda publicação sobre o tema de festas juninas nas escolas: como é possível – através de boas práticas – fazer deste momento algo além de publicidade, boas fotos e arrecadação de dinheiro (barracas, baby).

Acontece que a Sandra Oliveira, a querida revisora deste blog, me deu uma imensa bronca!

No post passado, chamei a atenção para o fato de fazermos festas juninas sem uma reflexão histórica da própria festa, sua evocação às tradições europeias e a maneira como o Brasil colonial e o Brasil atual se apropriaram delas. Usei como exemploas festas tipicamente nordestinas observei o fato de que nós de São Paulo ignoramos veementemente tradições daquela região do país.

Bem, estava parcialmente errada… Porque em São Paulo não tratamos de maneira superficial apenas tradições nordestinas, mas também mal conhecemos a nossa própria!

Nosso caipira, o caipira do interior paulista, a Cavalhada em São Luiz do Paraitinga, o Caiapó em Piracaia, Festa do Divino em Ibiúna, a Congada em Olímpia, a Dança de Fitas em Taubaté, a Dança de Pares no Vale do Ribeira, a Dança de Santa Cruz no Vale do Paraíba, a Dança de São Gonçalo em Tatuí, o Fandango em Capão Bonito, o Jongo em Pindamonhangaba e outras muito bem listadas neste link.

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Olha eu aqui, professora de história, dando bronca e levando bronca! rs Esqueço também das tradições paulistas e pouco trato delas em minhas aulas! São tradições advindas dos negros escravizados, de nossos indígenas e dos europeus que aqui se estabeleceram. Tradições antigas e que estão quase a desaparecer sem a gente nem saber que existiam!

Coisa feia, professora invertida!

Vejo, em São Paulo, festas inspiradas no ritmo country ou no sertanejo universitário, que é uma variação moderna das tradições rurais. A questão é que isso já se inunda em nosso cotidiano como cultura de massa (na tv, nas rádios, nos vídeos no youtube). E nós precisamos enriquecer nossos alunos e nós mesmos com outras referências culturais…

‘outras’…

Curioso eu ter escrito ‘outras’, porque, na verdade, são NOSSAS. A gente precisa conhecer o que é nosso, ensinar o que é nosso, refletir do que é nosso. E como profissionais em educação, muitas vezes estamos falhando nisso. 😦

Agora a parte boa da professora invertida: que tal na próxima festa junina, montar um projeto interdisciplinar? Que una professores de história, de artes, de português e outros para investigar as culturas tradicionais de São Paulo para apresentar uma dança diferente? Assim, a festa junina pode se tornar algo muito mais interessante do que montar barracas!

Ideias são muito bem vindas! E se sua escola fez algum projeto de Festa Junina que trabalhou danças tradicionais, conte pra gente 🙂

Professora Invertida

 

Festa junina escolar: coisa boa e coisa chata

Todo mundo gosta de festa junina. Quando uma escola não organiza uma festa junina, a comunidade escolar chia que é uma desgraça. Mas vou dizer um negócio, professores e funcionários de escola costumam virar o zóio quando se vêem obrigados a organizar e trabalhar em uma festa junina.

A grande questão que eu acho um problemão: o trabalho mais pesado da organização da festa sempre cai no colo de professores de Artes e de Educação Física. Olha só, uma visão conteudista de um festa super bacana que a torna enfadonha para quem precisa organizá-la e mesmo para os alunos, já que quem costuma ser pescado para a atividade são os considerados como os melhores de suas turmas.zoio

Então vamos para o plano-ideal-utópico-sem-noção da professora invertida aqui:

-Em primeiro lugar, qualquer festa em que a comunidade é convidada a adentrar na escola, precisa ser vista com um olhar de interação e não com o de publicidade. Sim, escolas públicas e privadas percebem a festa escolar – não apenas junina – como oportunidade de fazer propaganda das instalações da escola e de exposição dos alunos. Um festa que envolve comunidade escolar não deveria ser isso, deveria ser uma momento de interação da comunidade com uma atividade profundamente pedagógica, riquíssima, de aprendizado e socialização.

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Alunos preparados para a festa junina de uma EMEF na zona leste de São Paulo

-Em segundo lugar, a organização não deveria ser responsabilidade apenas de professores de artes e educação física, poxa! Acredito que seja uma imensa oportunidade de danças, barracas e atividades serem pensadas em conjunto com a comunidade. Não só com alguns responsáveis de alunos mais atuantes, mas com o bairro onde a escola está inserida. Isso quer dizer que a viúva velhinha, vizinha da escola, o padeiro da esquina, o chaveiro perto da praça, a equipe de limpeza… TODO MUNDO! deveria pensar, dar pitaco, ajudar, montar a estrutura da festa. Isso não é algo rápido, fácil, indolor... mas pode ser extremamente revolucionário dentro do cotidiano escolar.

-Em terceiro lugar, por que raios as festas escolares são inteiramente feitas dentro dos muros da escola? Por que algumas atividades de dança ou apresentações teatrais não podem ser pensadas para outros espaços públicos, preferencialmente praças? Esse medinho do uso do espaço público é muito complexo dado a cultura de medo da violência, cruz credo, meu filho é só uma criança. Enfim….

-Em quarto lugar, nós de São Paulo precisamos visitar as tradições de festas juninas de outras regiões do país. Olha só, no norte e no nordeste temos uma riqueza imensa na tradição desta festa, herdada das festas juninas de Pofesta junina maranhãortugal e ressignificadas na nossa cultura. Meu Deus, a gente tem a festa do boi por aqui, por que muitos profissionais escolhe não trabalhar disso? Estamos nessa “ilha São Paulo”, que cada vez mais se fecha em condomínios de pensamento e colonização de tradições… nossos alunos precisam conhecer mais coisas além Hallowen (eu adoro Hallowen, mas convenhamos… está pobre o negócio).

Olha, é triste ver o tamanho potencial da festa junina como atividade integradora e com um potencial didático imenso ser resumida a quadrilhas (que também adoro, enfim, vocês entenderam). A gente precisa colocar mais potência nisso, mais signos, mais vivência. Precisamos – eu, inclusive – sair da pasmaceira e da obrigatoriedade. Se é para ser assim, melhor não fazer a festa, de boa.

MAS. MAS. MAS. Também irei mostrar um exemplo positivo! Ora!

No próximo post! 😉 #hohoho

 

Professora Invertida

 

 

 

 

 

Dica da Semana: URBÂNICA

Urbânica é um programa de rádio digital tocado por Anelis Assumpção.

Anelis Assumpção é cantora e compositora, acredito das mais inovadoras e interessantes da nossa geração. Sim, é filha de Itamar Assumpção, é visível no seu trabalho essa herança maravilhosa que só é amplificada pelo grande talento dessa mulher.

No Urbânica, Anelis escolhe sons urbanos – muito rap, muito hip hop – cheios de conteúdo, história e luta.

Vale muito para um professor conhecer o programa, o trabalho e as músicas que Anelis apresenta.

Diquíssima!

ANELIS ASSUMPCAO
SAO PAULO, SP – 23 JUNHO: A cantora e compositora Anelis Assumpcao posa para foto na Vila Ipojuca, em Sao Paulo, em 23 de junho de 2014. *Foto: Renato Stockler